- O que aconteceu: Um comissário sênior da Scoot admitiu ter desviado mais de US$31 mil (cerca de R$168 mil) das vendas de alimentos e bebidas a bordo ao longo de 21 meses.
- Por que importa: O caso expõe falhas no controle de caixa em voo e riscos de conduta que afetam segurança operacional, confiança da empresa e carreira de tripulantes.
- O que muda na prática: Reforço de controles operacionais, treinamento sobre integridade, e procedimentos claros para perda/roubo de malotes.
Por Redação EPA
Um comissário sênior da Scoot admitiu ter desviado mais de US$31 mil das vendas de comida e bebida a bordo ao longo de 21 meses.
Segundo o processo apresentado à Justiça de Singapura, o caso envolve Luqman Hakim Shahfawi, 31 anos; os desvios ocorreram entre julho de 2023 e março de 2025 em 366 ocasiões e foram revelados após confissão em março de 2025 — um episódio que ganhou atenção nas notícias da aviação por expor controles internos fracos.
Linha do tempo
- Início do esquema: início de 2023, após perda acidental de dois malotes de depósito.
- Período de desvios: julho de 2023 a março de 2025 (366 ocasiões).
- Confissão e prisão: confissão total à administração da Scoot em março de 2025; polícia acionada e prisão no dia seguinte.
- Processo: sentença ainda pendente; pena máxima citada é de até sete anos no complexo prisional de Changi.
O que isso muda na prática (piloto, mecânico e aluno)
- Reforço de procedimentos de manejo de valores em voo: empresas e tripulações devem revisar SOPs para coleta, acondicionamento e entrega de malotes.
- Importância da comunicação imediata: relatar perda de malotes ou valores evita tentação de ocultação e protege a carreira do tripulante.
- Auditorias e segregação de funções: recomendação de checagens independentes e registros digitais para acompanhar depósitos em espécie.
- Treinamento em integridade e gestão de risco humano: incluir cenários sobre pressão financeira e relacionamento com agiotas como fator de risco comportamental.
Análise Técnica EPA: segurança operacional e instrução
Do ponto de vista operacional e de instrução, o caso não é um incidente de voo, mas toca diretamente na gestão de processos e fatores humanos que sustentam a operação segura.
- Controles e procedimentos: malotes de depósito devem ter cadeia de custódia documentada. Procedimentos padrões (SOPs) exigem confirmação de coleta, etiquetas, testemunha e registro eletrônico quando possível.
- Fatores humanos: medo de perder o emprego e dívidas pessoais são fatores de pressão que podem levar a comportamentos antiéticas; gestão de recursos humanos e CRM (Crew Resource Management) devem abordar comportamento e suporte à tripulação.
- Auditoria e detecção: reconciliações frequentes e auditorias surpresa reduzem janela de oportunidade para apropriação indevida; sistemas digitais de registro de vendas a bordo ajudam a cruzar valores físico x eletrônico.
- Regulação e conformidade: frameworks como RBAC (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil) e normas equivalentes em outros países definem requisitos para operações e compliance — aqui serve como referência sobre como regras operacionais e de controle podem ser estruturadas.
- Recomendações práticas: revisar SOPs de manejo de valores, treinar tripulação em ética e reporte, implantar reconciliação automatizada de vendas e protocolos claros para perda de malotes.
O que sabemos e o que ainda falta confirmar
- Confirmado: réu: Luqman Hakim Shahfawi, 31 anos; confessou os desvios e foi preso após a confissão.
- Confirmado: valor aproximado desviado: mais de US$31.000 (cerca de R$168.000); período: julho/2023 a março/2025; 366 ocasiões segundo o processo.
- Em apuração: detalhes exatos sobre como a empresa identificou o padrão de desvios antes da confissão; extensão de eventuais falhas sistêmicas internas e medidas corretivas da Scoot.
Mini-glossário (1 minuto)
- RBAC: Regulamento Brasileiro de Aviação Civil; conjunto de normas que regulam operação e segurança na aviação brasileira.
- CRM: Crew Resource Management; treinamento que melhora comunicação, tomada de decisão e gerenciamento de erros na cabine e entre tripulantes.
- ANAC: Agência Nacional de Aviação Civil; órgão regulador brasileiro responsável por normas e fiscalização da aviação civil.
Fontes consultadas
- AEROIN (reportagem sobre o caso, conteúdo original)
- PYOK / processo citado (referência mencionada no relato)
- Comunicados e publicações públicas sobre normas de manejo de valores em voo (fontes adicionais)
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