O FATO: A GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos), fechou uma das pistas na manhã do dia 3 para uma ativação promocional do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. O piloto brasileiro Felipe Drugovich acelerou o carro GEN3 Evo — que faz 0 a 100 km/h em 1,86 segundo — ao longo da pista de pouso. O veículo também foi exposto no saguão do Terminal 2. A ação, inédita no terminal, foi organizada para recepcionar passageiros do E‑Prix Google Cloud de São Paulo, que ocorrerá no sábado (6) no sambódromo do Anhembi.
Contexto para o mercado brasileiro: trata‑se da primeira vez que a pista de Guarulhos foi temporariamente interditada para uma demonstração automotiva desse tipo. A operação exigiu coordenação entre a concessionária, controle de tráfego aéreo e equipes de segurança do aeródromo, visando minimizar impacto em voos comerciais e manter níveis operacionais e de segurança.
O DIFERENCIAL — Análise técnica e educacional
Do ponto de vista operacional, o fechamento controlado de uma pista envolve procedimentos padronizados: emissão de NOTAM, planejamento de slots alternativos, inspeção prévia da superfície, disponibilidade de brigada de incêndio e coordenação com a torre e o prestador de serviços de apron/ground handling. Para estudantes e profissionais, observar essa cadeia é uma aula prática sobre gestão de aeródromo e Segurança de Voo.
Para pilotos, o episódio é útil para reforçar a compreensão sobre gestão de espaço aéreo e restrições temporárias: um aeródromo pode alterar disponibilidade de pistas para operações não‑aeronáuticas desde que a segurança não seja comprometida e os procedimentos sejam comunicados adequadamente via canais oficiais.
Para mecânicos e técnicos, a presença de um carro elétrico de alto desempenho como o GEN3 Evo é oportunidade de discutir diferenças entre propulsão elétrica e térmica: sistemas de alta tensão, gerenciamento térmico, protocolos de isolamento e segurança durante exposição pública. Não devem ser feitas intervenções sem procedimentos específicos para veículos elétricos de competição — prática que contrasta com o comportamento exigido em manutenção de aeronaves, regida por normas civis.
Do ponto de vista regulatório, eventos desse tipo reforçam a importância de conhecer a atuação de órgãos e normas: a documentação de operação e avaliação de risco deve observar diretrizes da ANAC e normas aplicáveis do RBAC quando envolver infraestrutura aeroportuária e segurança ao público. Para quem estuda aviação, entender como normas e procedimentos se aplicam fora do contexto de voo amplia a visão prática sobre o Mercado de Aviação.
Aspectos práticos a observar e estudar:
- Como são emitidos e cancelados NOTAMs para eventos temporários;
- Coordenação entre torre, operador de aeródromo e organizadores do evento;
- Controle de risco e requisitos de emergência (brigada de incêndio, proteção perimetral);
- Requisitos de segurança para exposição ao público de veículos com sistemas de alta tensão.
Para instrutores e aspirantes, essa ativação é um case real para exercícios de checklist: elaborar um plano de operação, identificar partes interessadas, mapear riscos e propor mitigantes — competências valiosas em aviação civil e para quem vai prestar provas da ANAC.
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