Capa horizontal 16:9 ilustrando a queda de tarifas e aumento de passageiros no setor aéreo com destaque para anac tarifas caem 11

ANAC: tarifas caem 11% e passageiros crescem 24% em voos domésticos

  • O que aconteceu: ANAC e Ministério de Portos e Aeroportos relatam tarifa média doméstica 11% menor (R$ 721,57 para R$ 642,19) e +24% de passageiros em três anos (67,1 mi para 83 mi).
  • Por que importa: Mais brasileiros voando com passagens mais acessíveis aquece o mercado, amplia a malha e pressiona operações na alta temporada, com impacto em emprego e segurança operacional.
  • O que muda na prática: Programação de verão com ~150 mil voos e >20 mi de assentos (9 mil extras) exige planejamento de escalas, manutenção e gestão de risco sob RBAC 121/135.

Por Redação EPA

Tarifas domésticas caíram 11% e o fluxo de passageiros cresceu 24% no Brasil em três anos, segundo levantamento conjunto da ANAC e do Ministério de Portos e Aeroportos. Nas notícias da aviação, os dados comparam janeiro–outubro de 2025 com o mesmo período de 2022.

A tarifa média, ajustada pela inflação, passou de R$ 721,57 (jan–out/2022) para R$ 642,19 (jan–out/2025). A queda foi gradual: R$ 680,28 em 2023 e R$ 646,83 em 2024, resultado de medidas para estimular concorrência e reduzir custos operacionais no setor, segundo o governo.

O movimento também acelerou: de janeiro a outubro de 2025, foram mais de 83 milhões de passageiros domésticos, acima dos 67,1 milhões em 2022. Em outubro de 2025, houve mais de 9 milhões de passageiros, o maior volume para o mês desde o início da série histórica da ANAC (2000) e o quarto maior mensal já registrado (atrás de janeiro/2015, janeiro/2020 e julho/2025).

“Tivemos o melhor outubro da história, garantindo passagens mais acessíveis e permitindo que mais brasileiros conheçam as belezas do seu próprio país”, disse o ministro do Turismo, Celso Sabino.

Para a alta temporada (dez/2025 a fev/2026), as empresas programaram cerca de 150 mil voos e mais de 20 milhões de assentos, incluindo mais de 9 mil voos extras e 1,4 milhão de assentos adicionais.

O que isso muda na prática (piloto, mecânico e aluno)

  • Pilotos e comissários (RBAC 121/135): mais voos e trechos. Planeje repouso e briefings; reforce CRM/TEM, combustível extra em dias de tráfego intenso e atenção a alternados saturados.
  • Manutenção (RBAC 145): alta utilização exige planejamento de peças/turnos e cumprimento rigoroso de inspeções de linha (A-checks). Coordene com operações para reduzir AOG sem atalhos.
  • Operações de solo e despacho: revise NOTAMs e slots; padronize comunicações e táxi para mitigar risco de incursão de pista em horários de pico.
  • Alunos e recém-formados (RBAC 61): aquecimento pode abrir seleções e oportunidades de horas de voo. Mantenha CMA, habilitações e estudos para a banca da ANAC em dia.

Análise Técnica EPA: segurança operacional e instrução

Alta demanda e malha ampliada aumentam pressão por pontualidade e giro de aeronaves. A resposta segura passa por disciplina operacional: aderência à MEL (Minimum Equipment List), manutenção preditiva e tomada de decisão conservadora diante de meteorologia variável.

No regulatório, o RBAC 121 rege operações regulares e o RBAC 135 cobre não-regulares/táxi-aéreo; ambos exigem sistemas de gerenciamento de segurança (SGSO) e conformidade com procedimentos. O RBAC 61 define licenças/habilitações; o RBAC 145 trata das organizações de manutenção.

Recomendações de treinamento: reforçar CRM/TEM, cenários de arremetida e alternados, gerenciamento de atrasos, despacho com restrições (MEL/CDL), leitura crítica de METAR/TAF e planejamento de combustível para esperas em hubs. Para quem acompanha aviação noticias, os números reforçam a importância de alinhar carreira e proficiência às janelas de contratação.

O que sabemos e o que ainda falta confirmar

  • Confirmado: tarifa média ajustada caiu 11% (R$ 721,57 para R$ 642,19) entre jan–out/2022 e jan–out/2025.
  • Confirmado: passageiros domésticos cresceram 24% (67,1 mi para 83 mi) no mesmo intervalo.
  • Confirmado: outubro/2025 teve mais de 9 mi de passageiros, recorde para o mês e 4º maior mensal desde 2000.
  • Confirmado: alta temporada com ~150 mil voos, >20 mi de assentos, >9 mil voos extras e 1,4 mi de assentos adicionais.
  • Em apuração: distribuição regional e por companhia, taxa de ocupação (load factor), impacto por janela de compra e efeito sobre pontualidade/atrasos.

Mini-glossário (1 minuto)

  • RBAC 121: regulamento da ANAC para operações regulares de transporte aéreo.
  • METAR: relatório meteorológico de rotina do aeroporto, usado para decisões de despacho e pouso.
  • NOTAM: aviso aos aeronavegantes sobre condições temporárias que afetam a operação.

Fontes consultadas


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