- O que aconteceu: A região Centro-Oeste teve 1.042.869 passageiros em novembro de 2025, segundo a ANAC.
- Por que importa: O crescimento reforça a expansão da conectividade regional, com impacto direto em operações, planejamento de tripulações e manutenção.
- O que muda na prática: maior demanda por slots, necessidade de revisão de escalas e atenção ao fluxo de passageiros nos hubs regionais.
Por Redação EPA
A aviação no Centro-Oeste movimentou 1.042.869 passageiros em novembro de 2025, segundo a divulgação da ANAC — uma das principais notícias da aviação do mês.
O total representa alta de 5,4% em relação a novembro de 2024; todos os meses de 2025 até novembro registraram crescimento ano a ano. No acumulado de janeiro a novembro, a região soma mais de 11,3 milhões de passageiros, crescimento de 7,1% sobre igual período de 2024.
Distribuição por aeroportos em novembro: Aeroporto Internacional de Brasília 702.110 passageiros (67,33%); Goiânia 150.733 (14,46%) — melhor novembro da série histórica do terminal; Várzea Grande (Cuiabá) 97.810 (9,38%); Campo Grande 60.642 (5,82%); Sinop 18.762 (1,80%). O ministro Silvio Costa Filho afirmou que a expansão mostra que as ações para ampliar a conectividade regional têm gerado efeitos econômicos concretos.
O que isso muda na prática (piloto, mecânico e aluno)
- Pilotos: maior demanda por voos regionais pode alterar escalas e tempos de descanso (observar RBAC aplicável a jornada e descanso).
- Mecânicos: aumento no fluxo implica planejamento de manutenção preventiva e disponibilidade de peças em hubs regionais.
- Alunos e instrutores: oportunidades de estágio e emprego em operações regionais; conhecer procedimentos de companhias e requisitos RBAC aumenta empregabilidade.
Análise Técnica EPA: segurança operacional e instrução
Do ponto de vista operacional, o crescimento sustentado exige atenção em três frentes: capacidade de terminal (fluxo de passageiros), gestão de slots e suprimento de manutenção. Aeródromos com aumento rápido de movimento precisam revisar planos operacionais e recursos de Ground Handling para evitar atrasos e riscos de fadiga em tripulações.
Recomendações práticas:
- Revisar escalas de tripulação conforme RBAC aplicável (ex.: RBAC 117 trata de licenças e competência; RBAC 121/135 tratam de operação comercial em diferentes capacidades) — confirme qual RBAC se aplica ao seu operador.
- Mecânicos e gestores: priorizar checklists de linha e estoque crítico para evitar AOG (Aircraft on Ground) em períodos de pico.
- Instrutores: incluir cenários de operação em hubs regionais nos treinamentos de CRM e gestão de carga de trabalho.
O que sabemos e o que ainda falta confirmar
- Confirmado: 1.042.869 passageiros no Centro-Oeste em novembro de 2025 (ANAC).
- Confirmado: Aeroporto Internacional de Brasília respondeu por 702.110 passageiros (67,33%); Goiânia 150.733; Várzea Grande 97.810; Campo Grande 60.642; Sinop 18.762.
- Confirmado: Acumulado jan–nov/2025 acima de 11,3 milhões de passageiros, alta de 7,1% sobre 2024.
- Em apuração: detalhamento das causas do crescimento por segmento (turismo, negócios, malha aérea das companhias) e eventual impacto em programação de voos das empresas.
Mini-glossário (1 minuto)
- ANAC: Agência Nacional de Aviação Civil, reguladora do setor no Brasil.
- Hub: aeroporto que concentra conexões e transferência de passageiros entre voos.
- RBAC: Regulamento Brasileiro da Aviação Civil; cada número (ex.: RBAC 121) trata de regras específicas de operação.
Fontes consultadas
- Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) — boletim de movimentação, novembro de 2025
- Ministério de Portos e Aeroportos — declaração do ministro Silvio Costa Filho (nota, 2025)
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