- O que aconteceu: Um rato foi visto circulando pela cabine de um Airbus A330-200 da KLM durante o voo Amsterdão–Aruba; a aeronave teve a operação suspensa em Aruba e o voo de retorno foi cancelado.
- Por que importa: Presença de roedor a bordo representa risco a sistemas elétricos e biossegurança; exige limpeza, descontaminação e inspeções técnicas antes de retorno à operação.
- O que muda na prática: Tripulação, pilotos e manutenção devem reforçar checagens pré-voo, procedimentos de limpeza e coordenação com equipes de solo para pronta retirada de serviço.
Por Redação EPA
Um rato foi avistado circulando pela cabine de passageiros de um Airbus A330-200 da KLM, o que levou à suspensão da aeronave em Aruba e ao cancelamento do voo de retorno.
O episódio entrou nas notícias da aviação por combinar risco operacional (possível dano a fiação e sistemas) e questões de biossegurança que exigem retirada imediata da aeronave para limpeza e inspeção.
Linha do tempo resumida:
- 10 de dezembro (quarta-feira): Voo parte de Amsterdã com destino a Aruba, continuação prevista para Bonaire; cerca de 250 passageiros a bordo.
- Durante o voo: passageiros gravaram vídeo do rato deslocando-se pela cabine; aeronave seguiu até Aruba.
- Pouso em Aruba: operação da aeronave foi suspensa; equipes de solo iniciaram procedimentos de segurança.
- Conforme reportou o jornal De Telegraaf: o roedor permaneceu solto por mais de 24 horas antes de ser capturado; após captura foram feitos serviços de descontaminação, limpeza e inspeções técnicas.
- 11 de dezembro (quinta-feira): voo de retorno originalmente programado foi cancelado até conclusão das verificações.
O que isso muda na prática (piloto, mecânico e aluno)
- Pilotos e comissários: reforçar relatos formais à manutenção e controle de solo ao identificar animal a bordo; suspender operação da aeronave até liberação técnica.
- Mecânicos e equipes de manutenção: executar checklist de inspeção visual em compartimentos acessíveis, verificar cabeamento, isolamento e sistemas que possam ter sido danificados.
- Alunos e instrutores: incluir cenários de intrusão de fauna em treinamentos de CRM e procedimentos operacionais de retirada de serviço.
Análise Técnica EPA: segurança operacional e instrução
Ratos e outros roedores representam riscos múltiplos a aeronaves: mastigação de fiação, dano a isolamento térmico e cabos de comando podem comprometer redundância e gerar alertas ou falhas. Além disso, urina e fezes configuram risco de contaminação e necessidade de descontaminação.
Procedimento padrão internacional exige retirada da aeronave de operação até limpeza, descontaminação e inspeções completas. No contexto regulatório brasileiro, normas como RBAC 121 (operações comerciais) e RBAC 145 (manutenção) definem responsabilidades operacionais e de manutenção — RBAC 121 trata de requisitos operacionais para transporte comercial; RBAC 145 regula oficinas e manutenção certificada.
Recomendações práticas:
- Documentar imediatamente qualquer avistamento em relatório de ocorrência operacional e notificar supervisão de voo.
- Isolar a cabine quando possível e evitar ações que possam colocar tripulação/passageiros em risco para capturar o animal.
- Solicitar equipes de controle de fauna e de manutenção de solo para captura, limpeza e inspeção de componentes críticos antes da liberação.
- Revisar procedimentos de limpeza profunda e pontos de acesso (compartimentos, gavetas, porões) em auditorias de manutenção preventiva.
O que sabemos e o que ainda falta confirmar
- Confirmado: ocorrência a bordo de Airbus A330-200 da KLM (matrícula PH-AOE) em voo Amsterdã–Aruba; operação suspensa em Aruba e voo de retorno cancelado.
- Confirmado: cerca de 250 passageiros afetados; vídeos de passageiros mostram o roedor na cabine; KLM afirmou que segurança de passageiros e tripulação motivou o cancelamento.
- Em apuração: origem do roedor (como entrou na aeronave) e relatório técnico final sobre eventuais danos a sistemas ou componentes após as inspeções.
Mini-glossário (1 minuto)
- RBAC: Regulamento Brasileiro da Aviação Civil; normas que tratam de operação (ex: RBAC 121) e manutenção (ex: RBAC 145).
- Descontaminação: procedimento de limpeza que remove resíduos biológicos para reduzir risco sanitário à tripulação e passageiros.
- Redundância: prática de projetar sistemas aeronáuticos com múltiplos elementos para manter função se um falhar.
Fontes consultadas
- Aviação Comercial (matéria sobre o incidente) — 10/12
- De Telegraaf (reportagem citada sobre captura do roedor)
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