Imagem horizontal Airbus H160 Omni faz pouso forçado no mar após decolagem de Cabo Frio

Airbus H160 da Omni faz pouso forçado no mar após decolagem de Cabo Frio

  • O que aconteceu: Um helicóptero Airbus H160 (matrícula PR-OFB) da Omni Táxi Aéreo realizou um pouso forçado na água durante deslocamento de Cabo Frio para uma plataforma de petróleo; todos os ocupantes evacuaram para botes infláveis.
  • Por que importa: reforça a necessidade de treinamento e manutenção específicos para operações offshore, equipamentos de flutuação e procedimentos de evacuação.
  • O que muda na prática: operadores, pilotos e equipes de manutenção devem revisar procedimentos de ditching, checagem de flutuadores e treinos de sobrevivência em água.

Por Redação EPA

Um helicóptero Airbus H160 da Omni Táxi Aéreo realizou um pouso forçado na água enquanto seguia de Cabo Frio para uma plataforma de petróleo; todos os ocupantes evacuaram para botes infláveis, em um episódio acompanhado nas notícias da aviação.

A aeronave PR-OFB decolou do Aeroporto Internacional de Cabo Frio às 10h40. Cerca de 20 minutos após a partida, já em alto-mar, houve perda de velocidade e uma descida brusca; dados preliminares do FlightRadar24 indicam razão de descida de aproximadamente 5.000 pés por minuto.

Após o pouso na água, os flutuadores de emergência foram acionados e os ocupantes utilizaram botes infláveis enquanto equipes de resgate se deslocavam para a área. A Omni foi contatada e não havia retorno ao fechamento desta reportagem.

O que isso muda na prática (piloto, mecânico e aluno)

  • Reforce o treino de ditching e evacuação: simulados periódicos aumentam a familiaridade da tripulação com procedimentos de emergência em ambiente offshore.
  • Inspeção e manutenção de flutuadores e botes: checagens pré-voo e ciclos de manutenção devem ser rigorosamente documentados.
  • Briefing de passageiros: garantir que todos saibam o uso de colete, saída e embarque em botes infláveis reduz tempo de exposição à água.
  • Planejamento de combustível e reservas: para voos offshore, revisar perfis de consumo e opções de alternates e SAR (Search and Rescue).
  • Documentação pós-ocorrência: registros de voo, gravações e manutenção são essenciais para a investigação e lições operacionais.

Análise Técnica EPA: segurança operacional e instrução

Do ponto de vista de escola e operador, o evento destaca elementos críticos em operações offshore: redundância de procedimentos, condição e prontidão dos equipamentos de flutuação, e treinamento de sobrevivência em água. Em aeronaves com flutuadores de emergência, a sequência correta de armamento e checks pré-voo é parte determinante para uma evacuação segura.

Risco e procedimentos: o ditching exige coordenação entre comandante, tripulação e passageiros; o tempo até a estabilização no mar e a saída para botes são fatores que dependem de checklist, manutenção e preparação humana.

Regulação e comunicação: é prática corrente notificar ANAC e CENIPA sobre ocorrências envolvendo pousos forçados; o RBAC 135 regula operações de táxi aéreo e define requisitos aplicáveis a operadores não regulares (explicar: RBAC 135 trata de táxi aéreo e regras operacionais específicas).

Recomendações de instrução (gerais): incluir exercícios de evacuação aquática em treinamentos, revisar procedimentos de arremetida/autorotação para emergência sobre água (conforme tipo de helicóptero), reforçar inspeções de sistemas de potência e flutuadores antes de voos offshore.

O que sabemos e o que ainda falta confirmar

  • Confirmado: aeronave modelo Airbus H160, matrícula PR-OFB, operada pela Omni Táxi Aéreo.
  • Confirmado: decolagem de Cabo Frio às 10h40; cerca de 20 minutos depois houve perda de velocidade e descida brusca; dados preliminares do FlightRadar24 mostram razão de descida de ~5.000 pés/min.
  • Confirmado: pouso na água com uso de flutuadores de emergência; todos os ocupantes evacuaram para botes infláveis e aguardavam resgate.
  • Em apuração: causas da perda de velocidade e da descida; extensão dos danos à aeronave; declarações oficiais da Omni; eventual investigação de CENIPA/ANAC.

Mini-glossário (1 minuto)

  • RBAC 135: regulamento brasileiro para operações de táxi aéreo e transporte não regular; define requisitos operacionais e de segurança.
  • FlightRadar24: plataforma pública de rastreamento de tráfego aéreo que fornece dados de posição e parâmetros de voo.
  • Flutuadores de emergência: dispositivos infláveis instalados em helicópteros para permitir pouso controlado e flutuação na água.

Fontes consultadas


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