- O que aconteceu: Força Aérea Brasileira e Exército interditaram com explosivos duas pistas clandestinas usadas por garimpo ilegal na terra indígena Yanomami.
- Por que importa: aeródromos clandestinos sustentam logística do garimpo e representam risco sanitário e de segurança para comunidades indígenas e para operações aéreas na região.
- O que muda na prática: maior vigilância e presença militar na área; pilotos e operadores devem checar homologação de aeródromos e NOTAMs antes de voar na região.
Por Redação EPA
Em operação conjunta, a Força Aérea Brasileira e o Exército interditaram com explosivos duas pistas clandestinas na terra indígena Yanomami.
A ação, citada em notícias da aviação, ocorreu nos dias 23 e 24 de dezembro e teve como objetivo desarticular estruturas logísticas do garimpo ilegal próximas ao rio Couto de Magalhães, em Roraima.
Linha do tempo
- 23 de dezembro: primeira pista inutilizada após infiltração aeromóvel; emprego de especialistas de Engenharia do Exército apoiados por helicóptero H-60 “Black Hawk” da FAB.
- 24 de dezembro: segunda pista foi interditada com detonações controladas por especialistas militares.
- Contexto operacional: ação integra a Operação Catrimani II, em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831 (20/12/2024); FUNAI — Portaria nº 1/2023 — mantém restrição de acesso à terra indígena.
O que isso muda na prática (piloto, mecânico e aluno)
- Verificação pré-voo: confirme homologação de aeródromos e NOTAMs antes de planejar ou executar voos na região Norte; pistas clandestinas podem aparecer em rotas locais.
- Segurança de pouso: não utilizar aeródromos não homologados; superfícies improvisadas podem ter obstáculos, drenagem inadequada e riscos estruturais não detectáveis.
- Procedimentos operacionais: mantenha comunicação com órgãos oficiais (ANAC/CENIPA) e consulte coordenadas oficiais; planeje alternates adequados em voo sobre áreas remotas.
Análise Técnica EPA: segurança operacional e instrução
Risco e complexidade: pistas clandestinas frequentemente não obedecem padrões de construção (largura, resistência de superfície, sinalização), elevando risco de danos a aeronaves e comprometendo segurança de operações em áreas remotas.
Procedimentos recomendados:
- Planejamento: incluir checagem de aeródromos homologados no briefing; validar informações em NOTAM e cartas oficiais.
- Treinamento: promover simulações de abordagem a aeródromos de operações especiais e treinamentos de go-around em pistas curtas ou não preparadas.
- Manutenção: para operadores que atuam em áreas remotas, inspeção reforçada de trem de pouso e sistemas de proteção contra corrosão devido à atividade de mineração próxima.
Regulação e órgãos — rápida referência: RBAC refere-se a Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil; NOTAM é aviso aeronáutico de rotina; CENIPA é o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (órgão técnico de investigação e prevenção).
O que sabemos e o que ainda falta confirmar
- Confirmado: duas pistas de pouso não homologadas foram interditadas com uso de explosivos nos dias 23 e 24 de dezembro, perto do rio Couto de Magalhães, Roraima.
- Confirmado: emprego do helicóptero H-60 “Black Hawk” da FAB para transporte de especialistas de Engenharia do Exército; ação integra a Operação Catrimani II.
- Em apuração: número de detidos, materiais apreendidos e outras consequências administrativas ou judiciais relacionadas à ação.
Mini-glossário (1 minuto)
- H-60 “Black Hawk”: helicóptero utilitário da família Sikorsky H-60 usado para transporte de pessoal e operações táticas.
- NOTAM: Notice to Airmen — avisos sobre condições ou alterações temporárias que afetam operações aéreas; consulte antes do voo.
- FUNAI: Fundação Nacional dos Povos Indígenas — órgão que regula e protege territórios indígenas; em 2023 editou regras de acesso a áreas isoladas.
Fontes consultadas
- Comando Operacional Conjunto Catrimani II — comunicado (23–24 de dezembro de 2024)
- Portaria GM-MD nº 5.831 (20/12/2024)
- FUNAI — Portaria nº 1/2023 (acesso e proteção a povos indígenas isolados)
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